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Como Tocar “O Que É, O Que É?” no Violão

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Dominar uma música no violão é como aprender a navegar. Começa com um mapa, ferramentas e, se você for sortudo, a orientação de um guia experiente. A canção “O Que É, O Que É?”, um clássico que embala gerações, é um prato cheio para quem deseja aprimorar suas habilidades no instrumento de seis cordas. Este artigo se propõe a ser seu guia, desmistificando cada acorde, cada ritmo, cada nuance que compõe essa melodia alegre e contagiante. Prepare seus dedos, afine seu violão e embarque nesta jornada musical conosco. A simplicidade melódica de “O Que É, O Que É?” a torna um excelente ponto de partida para iniciantes, mas seu charme reside também em como as variações e a interpretação podem transformá-la em algo ainda mais vibrante para os músicos mais experientes. Vamos desconstruir essa obra para que você possa tocá-la com confiança e expressividade.

Antes de sequer pensar em dedilhar as primeiras notas de “O Que É, O Que É?”, é crucial estabelecer uma base sólida nos acordes que a compõem. Essa música, em sua essência, é construída sobre uma progressão harmônica acessível, ideal para quem está dando os primeiros passos no violão ou para aqueles que buscam consolidar seu repertório com clássicos. Os acordes principais que você encontrará são o C (Dó Maior), G (Sol Maior), Am (Lá Menor) e F (Fá Maior). Dominar a transição suave entre eles é o alicerce sobre o qual toda a interpretação se construirá. Pense nesses acordes como os tijolos de uma casa; sem uma fundação firme e bem colocada, a estrutura inteira fica comprometida. A prática constante e a repetição são suas melhores aliadas neste estágio. Não se apresse; a velocidade virá com a familiaridade.

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O C (Dó Maior): A Fortaleza da Harmonia

O acorde de Dó Maior é, sem dúvida, um dos pilares da música popular ocidental e, consequentemente, fundamental para “O Que É, O Que É?”. Sua sonoridade é brilhante e aberta, conferindo um senso de resolução e alegria. Posicionar os dedos corretamente no braço do violão para formar o Dó Maior exige precisão. Geralmente, o acorde é formado com o dedo indicador na primeira casa da segunda corda (Mi grave), o dedo médio na segunda casa da quarta corda (Ré) e o dedo anelar na terceira casa da quinta corda (Lá). A sexta corda (Mi grave) e a terceira corda (Sol) geralmente ficam soltas, e a primeira corda (Mi aguda) também é tocada. A chave para um Dó Maior limpo é garantir que cada corda soe sem abafamentos. Dedique tempo para praticar este acorde isoladamente, certificando-se de que seus dedos estão curvados e pressionando as cordas próximas aos trastes, mas sem tocá-los. Teste cada corda individualmente após formar o acorde.

O G (Sol Maior): A Vibração Enérgica

O Sol Maior é outro acorde de grande importância em “O Que É, O Que É?”, trazendo uma energia vibrante e um calor característico. Diferente do Dó Maior, o Sol Maior pode ter algumas variações na sua digitação, mas a forma mais comum e amplamente utilizada envolve os dedos médio, anelar e mínimo. Uma digitação popular é colocar o dedo médio na terceira casa da quinta corda (Lá), o dedo anelar na terceira casa da sexta corda (Mi grave) e o dedo mínimo na terceira casa da primeira corda (Mi aguda). As cordas Ré e Sol são tocadas soltas. Similar ao Dó Maior, a clareza sonora é primordial. Ao formar o Sol Maior, certifique-se de que seus dedos não rocem nas outras cordas, criando ruídos indesejados. A prática consistente de transições entre Dó e Sol o estabelecerá como um músico mais fluente.

O Am (Lá Menor): A Nuance Melancólica

O Lá Menor, como o próprio nome sugere, adiciona uma tonalidade ligeiramente mais introspectiva e suave à progressão harmônica de “O Que É, O Que É?”. Sua sonoridade é menos brilhante que a dos acordes maiores, mas igualmente essencial para a riqueza da música. A construção do Lá Menor é relativamente simples: o dedo indicador na primeira casa da segunda corda (Si), o dedo médio na segunda casa da quarta corda (Ré) e o dedo anelar na segunda casa da terceira corda (Sol). As cordas Mi grave e Mi aguda e a corda Lá são tocadas soltas. Uma dica para garantir um Lá Menor limpo é a inclinação dos dedos. Mantenha os dedos curvados para que eles pressionem as cordas sem encostar um no outro, permitindo que todas as notas ressoem com clareza.

O F (Fá Maior): O Desafio Inicial e a Conquista

O acorde de Fá Maior é, para muitos iniciantes, o primeiro grande obstáculo no violão, pois envolve a técnica da pestana. Uma pestana é quando você usa o dedo indicador para pressionar várias cordas simultaneamente em uma mesma casa. No caso do Fá Maior, o dedo indicador pressiona todas as seis cordas na primeira casa. Em seguida, o dedo médio é colocado na segunda casa da terceira corda (Sol), o dedo anelar na terceira casa da quinta corda (Lá) e o dedo mínimo na terceira casa da quarta corda (Ré). O Fá Maior pode soar abafado ou desafinado para os menos experientes, mas a persistência é a chave. Não desanime se as primeiras tentativas não forem perfeitas. A força e a destreza necessárias para uma pestana limpa se desenvolvem com o tempo e a prática focada. A recompensa de dominar o Fá Maior é imensa, abrindo portas para inúmeras outras canções.

Se você está aprendendo a tocar “O Que É, O Que É?” no violão e deseja aprimorar suas habilidades, confira o artigo relacionado que oferece dicas valiosas e tutoriais para iniciantes. Você pode acessar o conteúdo completo através deste link: Viola Brasil. Esse site é uma excelente fonte de informações sobre violão e pode ajudar a enriquecer seu aprendizado musical.

A Estrutura Melódica: Compreendendo a Progressão da Música

Uma vez que você tenha os acordes em seus dedos, o próximo passo é entender como eles se encaixam para formar a estrutura melódica de “O Que É, O Que É?”. Essa canção é um exemplo notável de como uma progressão de acordes simples pode gerar uma melodia memorável e envolvente. A beleza de sua estrutura reside na sua previsibilidade, o que facilita a memorização e a execução, mas também na sua capacidade de evocar sentimentos específicos em cada seção. A forma como os acordes se sucedem cria uma jornada sonora que é fácil de seguir, como uma conversa fluida entre diferentes vozes. Compreender essa arquitetura musical o ajudará a tocar com mais confiança e a sentir a música em um nível mais profundo. Cada transição de acorde não é apenas uma mudança de nota, mas uma evolução da narrativa sonora.

A Estrofe: O Começo da Indagação

A maior parte da canção, incluindo os versos que conduzem à pergunta central, é construída sobre uma sequência harmônica recorrente. Essa progressão, muitas vezes um ciclo que volta a si mesmo, é o que dá a “O Que É, O Que É?” seu caráter repetitivo e cativante. Tipicamente, a estrofe começa com o acorde de C (Dó Maior), seguido por G (Sol Maior). Em seguida, a progressão frequentemente transita para Am (Lá Menor), e finalmente resolve em F (Fá Maior), antes de retornar ao C (Dó Maior) para iniciar o ciclo novamente. Essa sequência permite que o ouvinte se familiarize rapidamente com a sonoridade da música, criando um senso de conforto e antecipação. As frases líricas se encaixam perfeitamente nessa moldura harmônica, tornando a experiência auditiva coesa e prazerosa. A repetição deliberada dos acordes na estrofe é uma técnica genial para fixar a melodia na mente do ouvinte.

O Refrão: O Clímax da Resposta

O refrão de “O Que É, O Que É?” é onde a música atinge seu ponto de maior energia e expressividade. É a parte que fica na memória, o slogan musical da canção. A progressão harmônica no refrão geralmente é semelhante à da estrofe, mantendo a familiaridade e a coesão, mas a ênfase e o ritmo podem ser ligeiramente alterados para dar um impacto maior. A sequência C – G – Am – F é comum aqui também, mas a forma como esses acordes são tocados e acentuados pode criar uma sensação de maior força e destaque. O refrão funciona como a o clímax da indagação lírica, onde a pergunta se intensifica e a resposta (ou a antecipação dela) se torna mais pronunciada. A repetição do refrão assegura que a mensagem principal da canção seja absorvida e celebrada.

Variações e Pontes: Adicionando Profundidade

Embora a progressão C-G-Am-F seja a base principal de “O Que É, O Que É?”, algumas versões da música podem introduzir pequenas variações ou pontes para adicionar mais cor e dinâmica. Essas seções podem explorar acordes adicionais ou reordenar a sequência harmônica de maneiras sutis. Por exemplo, em algumas interpretações, pode haver uma breve transição para o acorde de Dm (Ré Menor) ou um retorno mais prolongado a um dos acordes principais antes de fechar uma frase musical. Essas variações são como pinceladas de um artista em uma tela; elas não alteram a imagem geral, mas adicionam nuances e profundidade que enriquecem a experiência. Um músico habilidoso pode usar essas variações para expressar nuances emocionais ou para criar momentos de destaque dentro da música. A familiaridade com a estrutura padrão permite que o ouvinte aprecie e até mesmo antecipe essas variações quando elas surgem.

O Ritmo que Encanta: Padrão de Batida para a Canção

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O ritmo é a espinha dorsal de qualquer música, a pulsação que a mantém viva e em movimento. Em “O Que É, O Que É?”, a batida é fundamental para transmitir a alegria e a simplicidade inerentes à canção. Não se trata apenas de tocar os acordes corretos, mas de tocá-los com o tempo e a intensidade adequados. A escolha do padrão de batida correto transformará acervos de notas em uma melodia dançante e envolvente, capaz de animar qualquer ambiente. Para esta música em particular, um padrão de batida simples, mas eficaz, é ideal para iniciantes, enquanto variações podem ser exploradas para adicionar mais complexidade e expressão aos músicos mais avançados. O segredo está em encontrar um equilíbrio entre a energia e a clareza.

A Batida Básica: Sinta o Flow

Para começar, um padrão de batida simples e direto servirá perfeitamente para a maioria das interpretações de “O Que É, O Que É?”. Essa batida envolve principalmente movimentos para baixo no ritmo da música, com um leve destaque em certas batidas para criar o senso de pulsação. Uma sugestão é o padrão Baixo, Baixo, Cima, Cima, Baixo, Cima. Imagine o tempo como uma série de batidas: a primeira batida para baixo, a segunda para baixo, a terceira para cima, a quarta para cima, a quinta para baixo e a sexta para cima. Pratique esse movimento de punho e braço consistentemente. O objetivo é que seja natural e fluido, quase como um balanço. A melodia da música é intrinsecamente ligada a esse ritmo; sentir a pulsação enquanto você toca os acordes é crucial. Ao praticar, concentre-se em manter um tempo constante, mesmo que a velocidade seja inicialmente lenta.

Acentuando os Tempos Fortes

“O Que É, O Que É?” possui uma estrutura rítmica que se beneficia muito da acentuação dos tempos fortes. Em um compasso de 4/4, que é comum nesta música, os tempos 1 e 3 são geralmente considerados os mais fortes. Ao tocar a batida, tente aplicar um pouco mais de pressão ou volume no início de cada frase de 4 tempos. Isso adiciona uma ênfase que torna o ritmo mais pronunciado e musical. Essa acentuação não é apenas uma questão de volume, mas de sensação; é como dar um pequeno empurrão na música, impulsionando-a para frente. Ao ensaiar, preste atenção onde a melodia vocal naturalmente se acentua. Geralmente, a batida deve seguir essa ênfase natural, criando uma unidade perfeita entre a melodia vocal e a base instrumental.

Variações Rítmicas: Dando o Seu Toque Pessoal

Uma vez que você se sinta confortável com a batida básica, é hora de explorar variações que podem tornar sua execução de “O Que É, O Que É?” ainda mais interessante. Essas variações geralmente envolvem a introdução de batidas para cima em outros tempos, bem como a adição de pausas ou síncopas. Por exemplo, você pode experimentar um padrão como Baixo, Cima, Baixo, Baixo, Cima. Outra alternativa é adicionar um dedilhado mais suave em algumas partes da música para criar contraste. O importante é que qualquer variação que você introduza sirva à música, mantendo sua energia e alegria, sem sobrecarregá-la. A experimentação é incentivada; toque a música de diferentes maneiras até encontrar o que soa melhor para você e para a melodia.

A Mão que Guia: Técnicas de Dedilhado

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Além da batida padrão, “O Que É, O Que É?” pode ser tocada de diversas maneiras, e o dedilhado é uma dessas ferramentas que permitem dar um toque especial à música. Para os iniciantes, o uso da palheta ou dos dedos para uma batida constante é suficiente. Para aqueles que desejam um som mais melódico e refinado, explorar técnicas de dedilhado pode ser extremamente gratificante. Um dedilhado bem executado pode adicionar delicadeza, complexidade e um charme particular à canção, transformando-a em algo mais íntimo e expressivo. Essas técnicas permitem que você não apenas toque os acordes, mas que também extraia melodias sutis de cada harmonia.

Dedilhado Simples: A Base Melódica

Uma abordagem de dedilhado simples para “O Que É, O Que É?” envolve tocar as cordas individuais dentro de cada acorde em uma sequência. Um padrão comum é tocar a nota fundamental do acorde (a nota que dá nome ao acorde) primeiro, seguida pelas outras cordas em uma ordem específica. Por exemplo, para o Dó Maior, você pode tocar a quinta corda (Lá), depois a quarta corda (Ré), a segunda corda (Si), a primeira corda (Mi aguda), a terceira corda (Sol) e depois a segunda corda (Si) novamente. Essa sequência cria uma cascata de notas que dão vida aos acordes. O objetivo é fazer com que cada nota seja clara e audível, sem que se misturem de forma confusa. Pratique cada acorde isoladamente com esse padrão antes de tentar unir tudo.

Padrões de Dedilhado Mais Elaborados: Explorando a Riqueza

Para adicionar mais sofisticação à sua interpretação de “O Que É, O Que É?”, você pode explorar padrões de dedilhado mais elaborados. Isso pode incluir a introdução de arpejos mais complexos, onde as notas do acorde são tocadas em diferentes ordens e ritmos. Uma técnica interessante é dividir o padrão de dedilhado em seções, talvez tocando as cordas mais graves (Mi, Lá, Ré) com o polegar e as cordas mais agudas (Sol, Si, Mi) com os dedos indicador, médio e anelar, em um padrão alternado. Outra variação pode ser a introdução de ligados (hammer-ons e pull-offs), que criam uma fluidez sonora. O uso de slides (deslizar o dedo de uma casa para outra) também pode adicionar um toque expressivo. Ao experimentar, ouça atentamente como cada variação afeta a sonoridade geral da música.

A Combinação: Batida e Dedilhado

Em muitas interpretações, uma combinação de batida e dedilhado pode ser utilizada para criar dinamismo. Por exemplo, você pode usar a batida padrão para introduzir a música ou para as seções mais energéticas, e então alternar para um dedilhado mais suave e melódico nas partes mais tranquilas ou introspectivas. Essa alternância cria um contraste interessante e mantém o ouvinte engajado. Essa dualidade é como usar diferentes pincéis em uma pintura; um para traços mais fortes e outro para detalhes delicados. A chave é fazer a transição entre os dois estilos de forma suave e musical. Observe como os acordes soam em cada técnica e pense em qual sentimento você quer transmitir em cada momento da música.

Se você está aprendendo a tocar “O Que É, O Que É?” no violão, pode ser interessante também saber como cuidar do seu instrumento para garantir que ele tenha uma boa durabilidade e qualidade sonora. Um artigo útil sobre como proteger seu violão da umidade pode ser encontrado aqui, onde você encontrará dicas valiosas para manter seu violão sempre em ótimo estado enquanto pratica suas músicas favoritas.

A Expressão da Alegria: Interpretando a Essência da Música

Métrica Descrição Detalhes
Tom da música Tom original da canção Fá Maior (F)
Acordes principais Acordes usados na música F, Gm7, Am7, Bb, C7, Dm7, G7
Ritmo Estilo de batida para violão Samba / Bossa Nova
Dificuldade Nível de habilidade necessário Intermediário
Tempo (BPM) Velocidade da música 90 BPM
Estrutura Partes da música para violão Introdução, Verso, Refrão, Ponte
Técnicas usadas Principais técnicas para tocar Dedilhado, Batida com polegar, Ligaduras

Tocar um instrumento vai muito além de memorizar acordes e ritmos. Trata-se de infundir emoção e personalidade em cada nota, de transmitir a mensagem e o sentimento que a música carrega. “O Que É, O Que É?” é uma canção intrinsecamente alegre e otimista, e a sua interpretação deve refletir isso. A forma como você a executa pode fazer toda a diferença entre uma mera reprodução técnica e uma apresentação viva e contagiante. Pense na sua interpretação como o tempero que transforma uma refeição básica em um banquete. Cada toque, cada variação de dinâmica, contribui para contar a história da música de uma maneira única.

Dinâmica: Do Suave ao Forte

A dinâmica refere-se à variação de volume e intensidade ao longo da música. Em “O Que É, O Que É?”, você pode usar a dinâmica para criar interesse e emoção. Comece os versos com um volume mais suave, quase como se estivesse contando um segredo ou fazendo uma pergunta com delicadeza. À medida que a música avança e se aproxima do refrão, aumente gradualmente o volume e a intensidade, transmitindo a crescente energia e a alegria da canção. No refrão, toque com mais força e convicção. Essa variação de dinâmica é como uma onda que cresce e diminui, mantendo a atenção do ouvinte. Não tenha medo de experimentar com volumes, encontrando o ponto justo onde a música soa mais expressiva.

Fraseado: Dando Vida às Melodias

O fraseado é a arte de dar forma e expressão às linhas melódicas que você toca. Em “O Que É, O Que É?”, mesmo com uma progressão de acordes relativamente simples, você pode criar frases melódicas interessantes prestando atenção ao fluxo das notas e à forma como elas se conectam. Imagine que você está cantando a melodia com o violão. Onde você faria uma pausa? Onde você daria mais ênfase? Use esses momentos para moldar sua execução. Pequenas variações no tempo, um leve prolongamento de uma nota, ou um ataque ligeiramente mais suave em outra, podem dar uma sensação de “respiração” à música. Isso transforma a execução de algo mecânico para algo mais orgânico e comunicativo.

A Energia da Performance: Transmitindo Otimismo

A característica mais marcante de “O Que É, O Que É?” é sua atmosfera eufórica e seu convite à descontração e à brincadeira. Ao tocar, tente incorporar essa energia. Sorria enquanto toca, balance seu corpo levemente com o ritmo. Essa energia física se reflete no som. Se você está se divertindo, a música soará mais divertida. Compartilhe essa alegria com quem estiver ouvindo. Use os espaços entre as notas para transmitir um senso de leveza. Mesmo em um contexto mais formal, a autenticidade na expressão da alegria da música fará uma grande diferença na forma como ela é recebida. Lembre-se, a música é uma forma de comunicação, e a sua interpretação é a sua voz.

Prática Deliberada: O Caminho para a Maestria

Dominar “O Que É, O Que É?” no violão, assim como qualquer outra habilidade musical, exige mais do que apenas boa vontade; requer prática intencional e focada. A prática deliberada não é simplesmente repetir a mesma coisa inúmeras vezes, mas sim identificar áreas de fraqueza, trabalhar nelas de forma metódica e buscar a melhoria contínua. É um processo de desconstrução e reconstrução, onde cada etapa é um degrau em direção à maestria. Imagine um atleta que treina todos os dias, não apenas correndo, mas focando em técnicas específicas, em força, em agilidade. O mesmo se aplica ao músico. Cada sessão de prática deve ter um objetivo claro, um propósito definido.

Estabelecendo Metas Realistas

O primeiro passo na prática deliberada é definir metas concretas e alcançáveis. Em vez de dizer “quero tocar bem”, defina objetivos mais específicos como “quero dominar a transição entre Dó e Sol sem hesitação em três dias”, ou “quero memorizar a progressão do refrão em um dia”. Divida a música em seções menores – talvez uma estrofe, o refrão, ou uma transição específica de acordes. Concentre seus esforços nessas seções até que a execução se torne fluida. Ao atingir cada meta, você sentirá uma sensação de progresso e motivação, o que o impulsionará a continuar. A celebração de pequenas vitórias é um componente essencial para manter a motivação a longo prazo.

A Importância da Repetição Consciente

A repetição é inegavelmente importante, mas a chave está em como você repete. Repetição consciente significa tocar uma passagem musical não apenas de forma mecânica, mas com atenção plena ao que você está fazendo. Ouça criticamente o som que você produz. Você está acertando as notas? O ritmo está correto? A transição entre os acordes está suave? Se você notar um erro ou uma área de dificuldade, não continue repetindo o erro. Pare, identifique a fonte do problema e trabalhe nele especificamente. Talvez você precise isolar um músculo do dedo que está tenso, ou concentrar-se na coordenação entre as mãos. Em vez de correr, ande devagar, mas com precisão.

Feedback e Ajuste Constante

Um componente crucial da prática deliberada é a capacidade de receber feedback e fazer os ajustes necessários. Isso pode vir de você mesmo, ao se ouvir tocar, ou de um professor ou colega músico. Grave suas sessões de prática e ouça-as objetivamente. Você notará coisas que não percebeu enquanto tocava. Se possível, peça a alguém com experiência para ouvir você. Eles podem identificar problemas que você não está vendo. Com base nesse feedback, ajuste sua abordagem. Se um padrão de batida não está soando certo, experimente uma variação. Se um acorde está soando abafado, reverifique sua digitação e a pressão dos dedos. Essa mentalidade de ajuste constante é o que diferencia um praticante casual de um músico sério. A música é um organismo vivo, e a sua interpretação deve evoluir com o tempo e a prática.

FAQs

1. Qual é o tom da música “O Que É, O Que É?” para violão?

A música “O Que É, O Que É?” geralmente é tocada no tom de Dó maior (C), facilitando a execução dos acordes básicos no violão.

2. Quais são os acordes principais usados na música?

Os acordes principais da canção incluem C (Dó maior), Am (Lá menor), F (Fá maior), G7 (Sol com sétima) e Dm (Ré menor), que são comuns em muitas músicas populares brasileiras.

3. É necessário algum nível avançado para tocar essa música no violão?

Não necessariamente. “O Que É, O Que É?” pode ser tocada por iniciantes que já dominam acordes básicos e a troca entre eles, embora a prática da batida e ritmo seja importante para captar o estilo da música.

4. Qual é o ritmo característico para tocar essa música no violão?

O ritmo é geralmente uma batida de samba ou bossa nova, com uma levada suave e cadenciada que acompanha a melodia da canção.

5. Onde posso encontrar cifras e tutoriais para aprender a tocar “O Que É, O Que É?” no violão?

Cifras e tutoriais estão disponíveis em diversos sites especializados em música brasileira, como Cifra Club, além de vídeos no YouTube que ensinam passo a passo a execução da música no violão.

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Thiago Silva
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